Expansão do elétrico, da rede de autocarros e da energia fotovoltaica

A organização dos fluxos de mobilidade em torno da cidade constitui um dos maiores desafios do Plano de Mobilidade até 2035. O sucesso do elétrico demonstra que este meio de transporte desempenha um papel central na estratégia de mobilidade. Isto aplica-se sobretudo à zona oeste da capital, que enfrentará importantes desenvolvimentos nas áreas dos transportes e do planeamento urbano.

Neste contexto, a Câmara dos Deputados aprovou esta semana a expansão da rede do elétrico ao longo da Route d’Arlon até ao futuro polo de mobilidade junto ao Centre Hospitalier. Trata-se de uma primeira fase, antes da futura ligação ao parque de estacionamento Park & Ride Ouest, previsto para Merl.

Ao longo de um percurso com pouco mais de dois quilómetros estão previstas quatro paragens. O traçado servirá o futuro projeto Silver Étoile e o novo bairro Stade, situado no antigo recinto do Estádio Josy Barthel. A linha proporcionará igualmente um melhor acesso ao hospital CHL. Para além do antigo Estádio Josy Barthel, entre a Rue des Foyers e a Rue du Val Fleuri, o elétrico circulará num túnel com cerca de 600 metros de comprimento.

Até 2035, prevê-se que o número de viagens de passageiros atinja quase 2,8 milhões, o que corresponde a cerca de 300 000 passageiros por dia, em comparação com os atuais 125 000 utilizadores diários do elétrico. Quase metade de todas as deslocações no Luxemburgo ocorre, aliás, no território da Cidade do Luxemburgo.

Financiamento futuro do RGTR assegurado

O RGTR (Régime général des transports routiers) é o principal serviço regional de autocarros do Luxemburgo, garantindo o transporte público sobretudo nas zonas rurais. Constitui a espinha dorsal do transporte público de passageiros, assegurando igualmente ligações aos países vizinhos e complementando o serviço de autocarros da capital.

Todos os dias, cerca de 135 000 pessoas utilizam o RGTR. Esta semana, a Câmara dos Deputados adaptou o enquadramento legal da exploração do serviço nacional de autocarros para garantir que a oferta continue a responder às necessidades e expectativas dos passageiros. A dotação orçamental aprovada em 2021 foi agora prolongada até 2038, atingindo um montante total de 4,4 mil milhões de euros.

A razão é evidente: cada vez mais pessoas vivem e trabalham no Luxemburgo, tendência que deverá continuar nos próximos anos. O objetivo não é apenas financiar a atual rede de autocarros, mas também adaptá-la à evolução estrutural da mobilidade a médio e longo prazo. Entre as medidas previstas destacam-se:

  • Expansão da rede de autocarros;
  • Melhoria da qualidade do serviço;
  • Maior pontualidade;
  • Adaptação mais flexível da rede às necessidades da população;
  • Maior conforto, nomeadamente através da instalação de ar condicionado;
  • Modernização das cabinas dos motoristas e reforço da videovigilância.

As linhas do RGTR são exploradas por empresas privadas ao abrigo de contratos públicos. Os concursos públicos relativos aos contratos atualmente em vigor foram lançados em 2020. Como estes contratos não entraram todos em vigor ao mesmo tempo, o financiamento deve ser ajustado à respetiva duração. O financiamento dos contratos atuais e daqueles que serão celebrados até 2032 encontra-se agora garantido.

O novo orçamento prevê igualmente verbas para novas ligações do RGTR, incluindo linhas temporárias durante grandes obras, ligações a zonas industriais e novas linhas no âmbito da reorganização da rede no sul do país.

Instalação de painéis fotovoltaicos ao longo das autoestradas será possível

Na última sessão parlamentar de 2025/2026, a Câmara dos Deputados voltou igualmente a abordar a transição energética, um dos maiores desafios da atualidade. O Luxemburgo deve tornar-se menos dependente das importações de energia e aproveitar o maior número possível de locais e superfícies adequadas para produzir energia renovável. O projeto de lei n.º 8675 altera, entre outras, as leis de 1967 e de 2009 relativas ao Fundo das Estradas (Fonds des Routes) e às autorizações de ocupação da via pública (Permission de voirie).

As instalações fotovoltaicas constituem uma parte importante desta estratégia. No futuro, será possível instalar painéis solares, sob determinadas condições e em zonas claramente definidas, ao longo das autoestradas. As áreas abrangidas incluem as faixas de 25 metros junto às autoestradas e as faixas de 15 metros ao longo das variantes e das estradas que ligam os nós das autoestradas às estradas nacionais.

Estas chamadas zones non aedificandi ao longo das autoestradas e dos principais eixos rodoviários são áreas onde, por regra, não é permitida a construção e cuja utilização é regulada por razões de interesse público ou através dos planos de ordenamento do território. Estas superfícies apresentam um elevado potencial e têm a vantagem de não exigir a impermeabilização de novos terrenos. Além disso, as instalações deverão ser concebidas de forma a poderem ser facilmente removidas, caso seja necessário.

Deelen:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Email
WhatsApp

Weider News

Impulso para a construção de habitação

Esta semana, a Câmara dos Deputados aprovou duas leis destinadas a aumentar a oferta de habitação a preços acessíveis. Além disso, o Governo apresentou, na quinta-feira, um amplo pacote de medidas para impulsionar a construção de habitação.

weiderliesen...

Press Recap

Um olhar sobre a semana política através das intervenções dos nossos representantes da DP na imprensa. Entre os temas abordados estiveram o combate à violência, a situação do empreendedorismo e o aniversário de uma instituição cultural.

weiderliesen...

Conciliar flexibilidade e proteção dos trabalhadores

No debate de consulta sobre a reforma prevista da organização do tempo de trabalho, a presidente do DP, Carole Hartmann, saudou esta quarta-feira, na Câmara dos Deputados, o facto de estar a ser preparado um plano de ação para reforçar a negociação coletiva no Luxemburgo, em conformidade com as obrigações decorrentes do direito da União Europeia.

weiderliesen...