O deputado do DP, Gusty Graas, está convencido de que o Governo reagirá de forma rápida e eficaz para repatriar os cerca de 600 luxemburgueses afetados pelas consequências do conflito no Médio Oriente.

Após a declaração do Governo na Câmara dos Deputados sobre a situação no Médio Oriente, o presidente da comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros alertou esta terça-feira para os riscos de um alastramento do conflito, que se deixam entrever após os ataques realizados sem mandato das Nações Unidas e as represálias do Irão, que já atingiram o Estado-Membro da União Europeia Chipre.

A União Europeia e os seus aliados da NATO enfrentam agora a delicada questão de saber como se posicionar neste conflito. As primeiras consequências económicas, como o aumento dos preços do petróleo e do gás, já começam a fazer-se sentir.

Gusty Graas defende um papel mais ativo da União Europeia, que deveria concentrar-se sobretudo na diplomacia e na desescalada. A Europa poderia aqui desempenhar um papel de ponte. Para isso, no entanto, seria necessária uma linha comum, que infelizmente não existe neste momento. O Partido Democrático expressa, em todo o caso, a sua solidariedade com os países da região que foram atacados e apela ao Irão para que ponha imediatamente fim aos seus ataques.

Segundo o porta-voz do DP para a política externa, este conflito deve causar-nos sérias preocupações e parece mostrar que os Estados Unidos já não respeitam o direito internacional e que este está a ser cada vez mais substituído, a nível global, pela lei do mais forte.

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